A SEGURANÇA NACIONAL AMEAÇADA |
* Manoel Soriano Neto

Tempos houve em
que os problemas atinentes à Segurança Nacional eram
tratados com bastante diligência. Até alunos
militares, de estabelecimentos de ensino para
praças, aprendiam noções básicas a respeito do
assunto. Em competentes publicações, como os manuais
da Escola Superior de Guerra, eram estabelecidos
Objetivos estratégicos (os chamados Objetivos
Nacionais Permanentes - ONP), a par de outros de
ordem tática (Transitórios), já faz mais de quarenta
anos. Entre aqueles, os ONP, podemos citar: a
Soberania, a Democracia, a Integração Nacional, a
Paz Social, o Desenvolvimento, etc. E hoje, o que
ocorre? À exceção de poucos e bravos baluartes de
resistência cívica como este periódico, tudo isso
foi esquecido, esmaecido, confundido (inclusive, e
desafortunadamente, a distinção entre Segurança e
Defesa nacionais) com a introdução de "modernosos"
conceitos que mais servem a intuitos ideológicos do
que aos altos interesses nacionais. Basta que se
leia o execrável PNDH-3 que entra em frontal
testilha com os Objetivos antes alistados, sendo, a
nosso sentir, a iminente eclosão de separatismo, em
especial dos índios na Amazônia, a maior ameaça à
Unidade da Pátria, à Paz Social e à Integração
Nacional.
O que desejam os maus brasileiros? Querem
ver o nosso país amputado territorial-mente, com a
criação de inúmeras "nações indígenas", dividido em
quistos raciais de quilombolas, sendo certo que no
Brasil há uma magnífica integração racial, invejável
para o mundo?
Aí estão, em deletéria atividade, ora
bastante incentivados pelos pregoeiros dos "direitos
humanos", os falsos ambientalistas (ecoxiitas do
"movimento verde"), a FUNAI, com a sua perniciosa
política indigenista e mancomunada com ONGs
nacionais e estrangeiras (verdadeiros "cavalos de
Tróia"), significativa parcela da "igreja
progressista", os chamados "movimentos sociais" e
das minorias (o espúrio MST e seus congêneres, os
defensores do homossexualismo e das cotas raciais,
etc, etc), tudo ensejando um futuro sombrio para a
nação brasileira, que até poderá enfrentar
sangrentos conflitos, não sendo isso uma fantasia,
um "delírio paranóico", como já afirmaram, tantos
são os exemplos da História – "A Mestra da Vida"...
E mais: o
imprescindível desenvolvimento nacional, condizente
com a estatura político-estratégica do amado Brasil
estará comprometido, irremediavelmente, caso os
movimentos ambientalista e indigenista logrem êxito
em sua litania contra a construção de necessárias
hidrelétricas na Amazônia - para a redução dos
gargalos da infra-estrutura econômica nacional. No
caso de Belo Monte, é inaceitável a insolente
intromissão contra a construção da hidrelétrica, da
parte do diretor de cinema James Cameron, como foi,
anos atrás, a do cantor inglês Sting que rodou o
mundo, junto com o cacique Raoni, o qual declarou, à
época, que cortaria a cabeça de qualquer branco que
tentasse construir a dita usina (diga-se, por
ilustrativo, que a cruzada que os dois encetaram foi
coroada de sucesso: o livro por eles lançado, com
grande estrondo publicitário, ainda hoje é bastante
vendido e, o principal, o Banco Mundial não
proporcionou aporte financeiro ao projeto de
construção que teve de ser arquivado).
Não somente por
tudo o que foi até então expendido, podemos afirmar
que a Segurança Nacional está em perigo!! "Miserere
Nobis"!!
*
Coronel, Historiador Militar e Advogado
|