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LOBBY DA MACONHA?

* Ipojuca Pontes

Ipojuca Pontes ataca em seu artigo uma idéia imbecil:

a transformação da maconha em medicamento. Não se esqueçam da Marcha da Maconha, realizada recentemente na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, fazendo apologia à sua liberação e defendida por dois ex-ministros do governo Lula: Carlos Minc e Tarso Genro.

Vem aí, com o apoio de Lula, Zé Serra e Fernando Henrique Cardoso (o "papa" da Fundação Ford), a Agência Brasileira da Cânabis Medicinal, que tem por objetivo "regularizar o uso da maconha para fins medicinais". Sim senhor. Reunido semana passada em São Paulo, num simpósio promovido pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. (Cebrid/Unifesp), o lobby da maconha pretende agora provar que a cannabis sativa, longe de representar um dano, significa um benefício para o seu usuário.

Segundo os atuantes lobistas, ainda que com restrições, a maconha é planta milagrosa, especialmente aconselhável "no tratamento do câncer, Aids, glaucoma, mal de Alzheimer, dor crônica e severa, perda de apetite, artrite, distrofia muscular, esclerose lateral amiotrófica e caquexia (fraqueza extrema)". Apontam outros proveitos, mas fico por aqui.

O diretor da Cebrid, Elisaldo Carlini, também presidente do simpósio pró-liberação da maconha, adianta que, de fato, a "planta não cura, mas proporciona a melhora em diversas situações como enfraquecimento por câncer e Aids". Favorável a pronta liberação da cannabis, ele informa, com certa dose de entusiasmo, que uma em-presa dos Estados Unidos já dispo-nibiliza o THC (princípio ativo da maconha) industrializado em cápsulas. E que no Canadá, país híbrido, há comprimidos e spray bucal à base do principio ativo da droga.

Talvez o leitor não saiba, mas o THC (tetrahidrocanabinol) é uma substância psicoactiva das mais daninhas. Afeta o pulmão e todo sistema respiratório, aumenta a freqüência cardíaca, diminui a pressão sanguínea, a coordenação psicomotora, além de inibir a produção da testosterona - hormônio fundamental para a função sexual - e destruir os neu-rônios. A própria ONU, sempre permissiva, condena o seu uso e a Organização Mundial da Saúde denuncia que o hidrocarbono de um baseado é 10 vezes mais cancerígeno que o do tabaco.

A maconha é um alucinógeno da pesada, contendo mais de 60 substâncias tóxicas. Quase ou tão nocivo quanto o crack, provoca ansiedade, psicose e depressão. À sensação de bem-estar que transmite, de início, seguem-se os estados de angústia, desespero e, depois, letargia. Quando filmei "A Volta do Filho Pródigo", empreguei um assistente de direção, Sebastião França, que fumava maconha e perdia a noção do que estava fazendo. Era uma tortura. Internei-o num hospital, no Rio, mas foi inútil: morreu de Aids sem lar-gar o vício.

Ademais, a distribuição da maconha, atualmente explorada em larga escala pelas FARC, move o crime organizado e desorganizado, impulsionando diariamente milhares de roubos, furtos, assassinatos, seqüestros e a prostituição infantil - conforme se pode verificar nos extensos registros policiais.

Por que as ONGs, professores esquerdistas, PT e o PSDB promovem em simpósios e entrevistas a descriminalização da maconha mesmo sabendo que o povo brasileiro repudia tal pretensão?

Simples. Pelo desejo mórbido de ampliar o controle social: numa sociedade de drogados fica mais fácil mentir, roubar e manter o País sob o completo domínio do Estado.

* Cineasta, ex-Secretário de Cultura e Jornalista

NR: Quando vocês forem votar, lembrem-se de seus filhos e desses maconheiros que incitam o consumo dessa droga.

 

  

 
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