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Atualmente, qualquer radialista,
jornalista (mesmo sendo foca) ou apresentador de
televisão se acha no direito e no dever de atacar o
Movimento Democrático de 31 de março de 1964.
Democrático, sim! Teve o apoio espontâneo de todos
os segmentos da sociedade brasileira – mídia, Igreja
Católica, Forças Armadas, poderes Legislativo e
Judiciário, Polícias Civil e Militar, mulheres,
associações de classe, estudantes universitários e
secundários, enfim, de toda a população brasileira.
Hoje, é chamado por aqueles que se apossaram das
redações de jornais, rádios e televisões, de
“Ditadura Militar”, Anos de Chumbo”, “Porões da
Ditadura” (parece que não sabem da lama da corrupção
e dos crimes, que correm nos gabinetes e nos porões
do Palácio do Planalto há muito, muito tempo). Tais
são os termos mais empregados contra o regime
militar que vigorou de 1964 ao início de 1985.
O que caracteriza uma ditadura é
o partido único, a ausência de eleições, o grande
número de mortos/assassinados, a corrupção, a
proibição de sair do país e a mídia controlada por
um único jornal, pelo rádio e TV estatais.
Em nosso país, quando muito,
aconteceu um regime autoritário (havia autoridade!).
Que ditadura é essa que convoca eleições, empossa os
eleitos pela oposição, não impede o auto-exílio
(vide FHC)? Há que lembrar:
em 21 anos morreram cerca de 400 pessoas,
considerados os integrantes das forças legais,
subversivos e vítimas inocentes feitas por estes
últimos (menos do que atualmente em um fim de
semana, nas guerras do tráfico de drogas, nos
acidentes de trânsito nas cidades e nas péssimas
rodovias, nas portas dos hospitais, nos assassinatos
de policiais militares) e ainda concede a
Anistia, mesmo contra a vontade do MDB.
Essa mesma mídia vendida e venal,
é paga com verbas milionárias liberadas pelo
ministro Franklin de Souza Martins, trata Fidel
Castro de comandante/líder cubano, o governo de
Honduras de gol-pista, o general Pinochet é sempre o
ditador, Khadafi é o chefe do governo da Líbia,
Ahmadinejad é o presidente do Irã (nega o Holocausto
e assassina os dissidentes) e amigo de Lula, a
traiçoeira intentona comunista de novembro de 1935
jamais é lembrada, assim como também os feitos das
Forças
Armadas Brasileiras durante a II
Grande Guerra, enquanto até o Senado evoca Che
Guevara a 8 de outubro.
Evo Morales não é lembrado por
ocupar as refinarias da Petrobras com a anuência do
atual presidente da República e sim como um aliado
querido; Chávez, um “democrata” no entender da
cúpula palaciana, exporta a revolução bolivariana e
apóia as FARC; Correa, Ortega, os Kirchner, Lugo,
Mujica e Raul Castro pertencem ao Foro de São Paulo,
criado em 1990 por Fidel e Lula (para recuperar na
América Latina o que foi perdido no Leste Europeu) e
a Venezuela é aceita no Mercosul.
Poucos são aqueles que contestam o governo
petista-comunista de Lula, e a corrupção que se
generalizou no País. Recentemente, esse mesmo
governo corrupto violou o sigilo fiscal de generais
e coronéis. O gasto de bilhões de reais feito por um
presidente supostamente preocupado com problemas de
outros países, o antiamericanismo permanente
sustentado pelo “chanceler” Celso Amorim e pelo de
fato, Marco Aurélio top-top Garcia, indo de
encontro à secular e tradicional diplomacia
brasileira, tudo configura a ante-sala do que será
um eventual governo de Dilma Roussef, candidata
imposta por Lula ao PT.
Ainda bem que, numa demonstração
de que a sociedade brasileira ainda não está
totalmente anestesiada, o PNDH/3, uma verdadeira e
concreta tentativa de comunização do país, encontrou
uma reação inesperada pelos seus autores.
Os livros didáticos, todos
aprovados pela militância comunista e distribuídos
pelo Ministério da Educação, deturpam a História do
Brasil, incentivam a luta de classes, promovem o MST
(o braço armado do PT) e o fim da propriedade
privada, a homofobia e até incentivam a experiência
sexual prematura pelos adolescentes. Assistimos, sem
reação digna de nota e há mais de 20 anos, à
revolução cultural de inspiração gramsciana ocupar
espaços na cátedra, ideologizando o estudante para
torná-lo um agente “socialista” e contestador da
verdadeira História.
Realmente, eles gostam mesmo - e
estão precisando - é de uma “dita dura”…
*Jornal Inconfidência
Grupo Inconfidência
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