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Salatiel Queiroz Junior
A imprensa e os canais de
televisão noticiaram, há dias, o lamentável
engano de um policial em diligência à insegura
área do Rio de Janeiro.
Como devem saber, o grupo de policiais ao
avistar o homem sobre uma laje portando uma
furadeira manual, confundiu-a com uma arma e,
sabedor de que bandido carioca não pensa duas
vezes para eliminar os agentes da lei,
precipitadamente um dos integrantes da tropa
disparou um tiro no coitado com a inofensiva
ferramenta nas mãos.
Logo todas as televisões deram,
com estardalhaço, o censurável ato do policial,
possivelmente pouco preparado para a função.
A família da vítima, com justeza
merece ser indenizada, embora seja compreensível
o descontrole do meganha em missão sempre cheia
de perigos.
O fato em si, triste ao extremo,
não foi o que sobressaiu em meu pensar de velho,
neurônios desgastados, esquecido à tardinha do
que comi no almoço.
Imediatamente associei o equívoco do policial
carioca, com o erro cometido pelo agente
londrino contra o brasileiro Jean Charles de
Menezes e disse cá-com-meus-botões:- O operário
carioca em dez dias estará esquecido, enquanto o
outro, cuja ocorrência se deu em 22/6/2005, há
quase cinco anos, portanto, é ainda hoje
lembrado pela imprensa canhota (99%).
O carioca, dou um doce para quem
se lembrar do seu nome, não durou no noticiário
o meu tempo previsto. Em menos de uma semana
sumiu.
Façamos um pequeno exercício mental: À época do
erro londrino, a Inglaterra estava sob
insuportável tensão. Dias antes havia sofrido
dois atentados nas estações de trens, com vários
mortos e vivia, como vive, ameaçada de outros
reais anunciados.
Qual a diferença entre os dois
episódios?
Primeiro, é que, no Rio, matar
bandido ou operário e morrer policial em
diligência, é coisa corriqueira.
Já na Inglaterra, país
democrata, em que pese o seu passado
colonialista e a obsolescência de uma monarquia,
deslizes como o ocorrido têm mais repercussão.
Não tanto, porém, o quanto repercute para os
canhoteiros brasileiros, invejosos e maldosos,
quando se trata de enxovalhar países que não se
pautam pelo padrão criptocomunista.
Como disse em cometimento
anterior, a “petralhada” tem memória seletiva.
Enquanto olvida os brasileiros Alexandre Watabe
e Marco Antônio Farias, que viraram bagaço numa
explosão terrorista num clube da Ilha de Bali,
na Indonésia, provocada por esquerdistas
islâmicos, martelam, por anos seguidos, a
ocorrência londrina.
A
canhotice tupiniquim é tão sectária que defende
as vergonhosas indenizações por merecidos
rigores da revolução de 64, como no caso do
Ziraldo e Heitor Cony, que passaram uma semana
presos na gaiatice regada a uísque, e esquece as
vítimas executadas em assaltos a bancos por seus
comparsas.
Tudo o que foi dito, pode ser constatado. E se
tivermos que confirmar o axioma de que “todo
povo tem o governo que merece”, votem na bruxa
“petralha” de olhos malignos.
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