A ex-terrorista Ana Corbisier participou de dois assaltos
e um homicídio. Agora, posa de vítima para receber indenização de 70 milhões de reais
Ela abandonou o emprego para tentar
instaurar uma ditadura comunista no Brasil.
No fim dos anos 60, a então assistente de produção na Fundação Padre Anchieta, Ana de Cerqueira, César Corbisier decidiu juntar-se à Ação Libertadora Nacional (ALN), organização clandestina liderada por Carlos Marighella que aderiu à luta armada como forma de combater o regime militar e instaurar uma ditadura comunista no Brasil. Ela participou de dois assaltos a banco em São Paulo, num dos quais um policial foi morto a tiros. Indiciada em inquérito, decidiu mudar-se para Cuba, onde fez curso de guerrilha, e, mais tarde, para a França, onde viveu até retornar ao Brasil com a Lei da Anistia, em 1979. Em 2001, Ana bateu à porta da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e, desde 2007, recebe da União uma pensão mensal vitalícia de 2 744 reais, além de indenização parcelada de 361 500 reais.
Ocorre que, além da pensão vitalícia e da indenização conquistadas, Ana pleiteia também uma milionária compensação trabalhista: quer receber os salários que deixou de ganhar na Fundação Padre Anchieta por ter abandonado o emprego para pegar em armas. Caso ganhe a ação, ela poderá embolsar nada menos que 70 milhões de reais. Revista Veja 14/10/2009
Revista Veja - 14/10/2009
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