* Pedro R. M. Chaves Neto
A principal função de um general é
identificar o inimigo real. Tão logo tome conhecimento de um ataque ou uma ameaça, o general deve procurar conhecer e analisar as suascausas e consequências. É sua obrigação distinguir uma provocação, uma cilada ou um ataque de grandes proporções.
Na guerra econômica (ou de quinta geração) a maior ameaça é desestabilização da economia de um país através da imposição de barreiras comerciais, da pirataria e da manipulação da taxa de cambio por parte de especuladores estrangeiros ou de traidores dentro do próprio governo.
Exemplo de provocações são o confisco (disfarçado de nacionalização) de ativos no exterior, (tanto privados como públicos) e a tentativa de não cumprir tratados internacionais que regulam as atividades de uma empresa binacional. Cai numa cilada o país cujo o governo interfere nos assuntos internos de outro, por sugestão (ou imposição) de terceiros.
Já um ataque de grandes proporções é a tentativa de submeter a soberania nacional ao controle de alguma entidade supranacional (disfarçada ou não).
O Brasil é um país privilegiado. Sua grandeza territorial, suas riquezas agricolas, hídricas e minerais lhe possibilitam uma vida totalmente autárquica.
Com pequenas obras de infra-estrutura (em comparação com a fabulosa riqueza do país) poderemos nos converter de fato em garantidores da segurança alimentar do mundo. Por este motivo não estamos sujeitos a um ataque nuclear de outras potencias. Uma invasão convencional também seria mal sucedida, pelas di-menssões continentais do Brasil; para rechaçá-la bastaria utilizar a mesma tática dos russos contra Napoleão e Hitler.
Resta aos verdadeiros inimigos do Brasil (a Oligarquia Financeira Internacional e os que cobiçam nossas riquezas) tentar dividir o país, fomentando para tanto, as diferenças étnicas, regionais, religiosas, etc. Tentam, também, cooptar a classe política, com benesses que pouco lhe custam ( por exemplo: conceder-lhe o direito de manter incólumes em seus bancos, o fruto de seus ataques aos cofres públicos, com a promessa de que não serão molestados pelos juízes amestrados, enquanto votar medidas de seu interesse, principalmente as que ferem a soberania nacional).
*Advogado
União Nacionalista Democrática (UND)
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