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AO EXÉRCITO, A EXECRAÇÃO PÚBLICA

O episódio ocorrido recentemente no Morro da Providência, na cidade do Rio de Janeiro, envolvendo 11 militares do Exército e traficantes do Morro da Mineira, que culminou com a morte selvagem de três outros de bando rival, mostra claramente, o que muitos não querem enxergar: o baixo padrão ético e moral do desempenho do atual (des)governo que nos dirige. Populismo, manipulação de massas, uso permanente de conchavos políticos, assistencialismo e demagogia, têm sido as armas preferidas pelo atual Presidente da República, tudo freqüentemente enfatizado pela célebre afirmação: “não vi, nada ouvi, não sabia !”. O aparelhamento do Estado por militantes petistas; a procura de benesses materiais e financeiras de toda ordem, em todos os poderes; a prática constante e descarada de revanchismos ainda movido por ressentimentos eivados de viés ideológico, principalmente nos escalões mais altos do governo e na mídia, têm estado na raíz de todas as ações e iniciativas que buscam denegrir permanentemente a imagem das Forças Armadas e de seus integrantes, levando-os à execração pública.

Vamos à realidade dos fatos:
O Presidente da República, irresponsavelmente, teria ordenado o emprego das Forças Armadas, buscando proveito de natureza política e partidária, fazendo com que o Exército desse segurança e apoio técnico a obras, as quais, claramente, têm a motivação de beneficiar a candidatura, a cargo eleitoral, de aliado do governo. Embora tenha contribuído de forma indireta para o ocorrido, o que o tornaria, também, responsável, como em variadas situações anteriores, passa falsa imagem, eximindo-se de qualquer culpa, condenando imediatamente os militares envolvidos e determinando que sejam pagas indenizações aos familiares dos mortos. Ao Exército, a execração pública !

O Ministro da Defesa, de forma inconseqüente, apoiou a ordem do Presidente da República, não levando em consideração a objeção apresentada pela mais alta autoridade militar da área quanto ao emprego da tropa e da qual, pelas próprias afirmações, tinha conhecimento pleno: esta não deveria ser empregada em área hostil, em ações inerentes à Segurança Pública, sem o devido respaldo da lei para as suas ações, inclusa a do exercício do Poder de Polícia. O pedido demagógico e teatral de desculpas do Ministro, tendo ao seu lado o Comandante do Exército, prometendo apurar os fatos e punir os militares responsáveis, somente engana os incautos, pois, não o exime da culpa que tem, também, pelo acontecido. Ao Exército, a execração pública!

Têm comportamento imoral, em relação ao fato em tela, todos aqueles que, investidos de autoridade e por dever de função, deveriam ter denunciado a presença do Exército na área, a qual consideram irregular, quando do início das obras e não após a ocorrência. Alguns se aproveitam dos holofotes da mídia para se promover enquanto tentam desmoralizar as Forças Armadas e seus integrantes. Entre estes, a OAB, representantes do Ministério Público e do Judiciário. O mesmo comportamento se deu em recente caso, envolvendo sargentos homossexuais, incompatíveis com o serviço militar não só pela opção sexual, mas também por incorrerem em crimes capitulados no Código Penal Militar. Ao Exército, a execração pública!

O Ministro da Justiça, anteriormente, completamente omisso quanto à presença do Exército no Morro da Providência, após os assassinatos, tachou o Exército de incapaz, pediu a substituição do mesmo pela Força de Segurança Nacional, e clamou pela punição dos militares quando a própria Força já havia tomado todas as providências para a apuração das irregularidades e prisão dos envolvidos. Claramente, tentou, mais uma vez, criminosamente, colocar a população contra as Forças Armadas. Aliás, seu procedimento foi o mesmo no caso envolvendo a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Ao Exército, a execração pública!

A Polícia Civil estadual, cujo Delegado responsável pelo Inquérito policial, apoiado por seus superiores, enfatizou e concentrou o foco das apurações sobre os militares, jamais diligenciando para a prisão dos assassinos, mostrando parcialidade inaceitável para a função que ocupa, levando a público ilações ainda não comprovadas, como a venda dos assassinados aos traficantes rivais, procurando passar imagem bastante degradante da Instituição. Ao Exército, a execração pública!

Paralelamente, o Comandante do Exército não tem o direito de ser ingênuo ao ponto de ser agradável ao Presidente, na busca de melhores orçamentos (o que é uma obrigação do Governo para com a Nação em defesa do seu patrimônio, tangível e intangível), omitindo-se quando deveria opor-se, firmemente, ao emprego da tropa sem os requisitos necessários de amparos legais. Evitaria, assim, que a Força, injusta e criminosamente, por um fato pontual, embora sumamente desgastante e lamentável, imediatamente apurado e providências adequadas tomadas, fosse levada à execração pública por bandidos ressentidos e revanchistas e por homens sem caráter e sem respeito a valores que, enganosamente, dizem cultivar. Ao Exército, a execração pública!

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Grupo Inconfidência