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ENTREVISTA DO COMANDANTE MILITAR DA AMAZÔNIA

 

A entrevista do Gen Heleno à Televisão Bandeirantes, no último dia 7, alcançou excelente repercussão. O Comandante Militar da Amazônia respondeu a todas as perguntas que lhe foram feitas, com muita segurança, competência, notável naturalidade, entusiasmo e sinceridade, não se esquivando de abordar assuntos polêmicos, nem escamoteando dados e informações.

Dentre os vários temas tratados, merecem destaque a questão indígena, o efetivo para a defesa da imensa área, o reaparelhamento das Forças Armadas e a ação do Exército no Haiti. O General criticou, acerbamente, a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU, com o voto do Brasil, inclusive lendo algumas cláusulas do Protocolo, altamente lesivas à Soberania Nacional. Igualmente, clamou, com veemência, pelo reequipamento das FFAA e pela presença dos órgãos governamentais na Amazônia, afirmando ainda que não há perigo de ações estrangeiras de guerrilha no território amazônico.

 

Finalizou a entrevista, comentando a sua experiência no Haiti, País que necessitará, ainda por algum tempo, da presença das Forças de Paz.


No dia 9 Abr, o valoroso General, quando da abertura de um curso sobre segurança e defesa, em SP, patrocinado pela FIESP e USP, alertou a sociedade brasileira para o fato de o Brasil “estar caminhando para perder parte de Roraima, por causa da demarcação de terras indígenas”, afirmando mais que “Roraima está acabando, porque o território indígena é maior que o do estado”, tudo como nos dá conta, o “Estado de São Paulo”, em sua edição de 10 Abr. O Gen Heleno criticou duramente a atual política indigenista brasileira, a qual, em sua avaliação, “está na contramão da sociedade, conduzida à luz de pessoas e ONGs estrangeiras”.

Parabéns, ao Gen Heleno, que soube tão bem projetar a imagem do glorioso e invicto Exército Brasileiro, e, em especial, da Escola de que é originário e onde o seu pai era Professor - o Colégio Militar do Rio de Janeiro - “A Casa de Tomaz Coelho”. ZUM ZARAVALHO OPUM!!

Porém, após as duas memoráveis decisões do STF, abortando a tão badalada e caríssima operação a cargo da PF e FNS, restaram algumas perguntas que não querem calar:

1) O experiente quão presunçoso Ministro da Justiça faltou à verdade, quando afirmou, peremptoriamente, que não havia mais recursos a serem impetrados para a Suprema Corte, pois todos tinham se esgotado, e que os arrozeiros iriam, sim, ser retirados da Reserva, por questão de Soberania (??) Nacional?

2) A presteza como foram deslocados 500 (!) homens para a região, ANTES DE ESGOTADOS OS RECURSOS JUDICIAIS CABÍVEIS, como ficou provado, é a mesma adotada para coibir atos vandálicos do MST e congêneres, perpetrados em todo o Brasil?

3) Qual o “poder de polícia” conferido à Força Nacional de Segurança (FNS), “instituição” que sequer consta do art 144 da CF? Tal “Força” é “força auxiliar e reserva” do Exército, conforme previsto no § 6°, do precitado Art 144 da Lei Magna, com relação às Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares?

4) Qual o custo da grandiosa e pirotécnica operação, que acabou não ocorrendo, paga com os nossos impostos? De quem é a responsabilidade por esse tamanho desperdício?? Com a palavra o Presidente da República e o seu açodado Ministro da Justiça.

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Grupo Inconfidência